domingo, 22 de novembro de 2015

Perfil: Hayao Miyazaki

Pensou que não fosse mais ter perfil também? Então, toma aí! Nascido dia 5 de janeiro de 1941, em Tóquio, o barbudo (que não era barbudo na época) chegou a viver os terrores da Guerra, o que muito influenciou suas animações posteriormente. Após estudar Economia, resolveu tentar a vida no estúdio Tohei Animation, até hoje o maior do mundo quando se fala de animês. Foi onde conheceu o MAGO Takahata, responsável, no fim das contas, por ter “descoberto” o Miyazaki. Mas isso eu falo daqui a pouco.





sábado, 21 de novembro de 2015

Oharu - A Vida de Uma Cortesã (Saikaku Ichidai Onna, 1952)

Depois de Ozu e Kurosawa, vamos ao segundo da amada trindade de diretores fodões japoneses: Mizoguchi! Se Mizoguchi estivesse vivo (e fosse brasileiro), certamente iria curtir o tema da redação do ENEM deste ano. Se estivesse no Facebook, seria aqueles velhinhos que passam o dia inteiro compartilhando páginas aleatórias em seu perfil, mas com conteúdo digno do jovem mais PSOL possível. Caras, na boa, fico impressionado em quanto esse maluco era feminista em plano Japão de metade do século XX! ANTES e DEPOIS da guerra. Tem que ter muito culhão para isso! Ou, no caso... Bom, deixa para lá. Chega de nariz de cera. Existe tanto, mas tanto filme que eu poderia usar dele como exemplo para falar disso, que fiquei horas pensando em qual seria o ideal. Mentira, só escolhi o que eu vi há menos tempo, (No caso, final do ano passado, mas juro que reassisti as partes-chave antes de fazer esse post!). Neste, o que temos é a trajetória de Oharu, que na juventude fazia parte da Corte do Imperador e, já senhora, acaba como pedinte e cortesã, devido a um relacionamento.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Princesa Mononoke (Mononoke Hime, 1997)

Fiquei um bom tempo refletindo sobre qual seria o primeiro filme do Miyazaki a ser exposto aqui. Porque, bom, o cara só tem obra-prima, e todas falam, em alguma medida, de temas semelhantes, de igual relevância embora com conceitos distintos. Daí, escolhi este porque... Bom, porque é meu favorito, ponto final. E, se é meu favorito, é o melhor de todos. É a síntese de tudo que o diretor tem a nos oferecer, tão equilibradamente orgânico e sincero. Aqui, acompanhamos a jornada do príncipe Ashitaka, um príncipe infectado por um demônio que lhe tirará a vida em pouco tempo. Por isso, o guerreiro sai em busca da cura, alcançando um vilarejo que, a fim de expandir suas atividades de exploração mineradora, vêm destruindo uma floresta local, cujos animais, liderados pela tal Mononoke, espécie de Pocahontas Modafocka, tentam resistir bravamente.


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Filhos de Hiroshima (Gembaku no ko, 1952)

Pela primeira vez desde que iniciei o blog, sairemos da zona de simbolismos para mandar o papo reto e tocar na mais gritante ferida de guerra japonesa, embora ainda no campo da ficção. Nascido em Hiroshima, o diretor Kaneto Shindô não estava na cidade no fatídico seis de agosto de 1945. Apesar disso, fico imaginando com quantos amigos e conhecidos ele não mantinha de alguma forma contato antes do presentinho que os EUA enviaram para toda a população. Imagina isso! Lá está seu país, todo pimpão na guerra, quando, numa manhã, você abre o jornal e descobre que quase toda sua cidade natal foi dizimada. Foda, né? Mas, incrivelmente, como todo bom japonês, em pleno 1952, sete anos após o ocorrido, Shindô levantou a poeira, deu a volta por cima e levou sua câmera para Hiroshima, onde conta a história de uma professora, sobrevivente, que retorna à cidade para visitar alguns de seus alunos, encontrando, ao mesmo tempo, os traumas dos que ainda tentam se reerguer.


terça-feira, 17 de novembro de 2015

Akira (Akira, 1988)

Finalmente vamos falar de gibis, para a alegria do povo elitista da arte que não pode ver uma história da Turma da Mônica na frente senão vomita de nojinho! Mas não se preocupem, que pretendo me limitar ao filme de duas horas que, embora tão revolucionário quanto, não é nem um pentelhésimo do que é a obra original. Já passou da hora de republicarem isso por aqui, hein? A edição que tenho é aquela dos anos 90, em papel xexelento e qualidade gráfica que só serve para alimentar as traças do meu armário. Mas vamos ao filme! Em uma tal de Neo-Tóquio, novo nome da capital japonesa após uma terceira guerra mundial, conhecemos Kaneda e sua gangue de motoqueiros doidões que passeiam pela cidade causando só por causar, alienados e perdidos em um contexto quase anárquico, fruto direto da desilusão humana perante a destruição causada pela guerra. Certo dia, um amigo de Kaneda, Tetsuo, encontra uma criança com poderes bizarros que destrói sua moto. Então, o jovem é levado por militares que pretendem realizar nele uma série de experimentos, a fim de despertar poderes paranormais similares ao daquela criança. Similares, também, com aos da criança que originou a destruição proveniente da Terceira Guerra Mundial: Akira!


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Perfil: Akira Kurosawa

Mais um novo entretenimento para vocês! Percebi que muitos ficavam perdidos quando eu saía citando diretores aleatoriamente, e resolvi começar a ter um espaço para falar da vida íntima de cada um deles para saciar as mentes curiosas. E tenho mais uma desculpa para encher linguiça enquanto não penso em filmes para colocar aqui. Na verdade, meu plano é intercalar, a cada dois filmes, uma postagem com entrevistas ou perfis. Aproveitando o gancho de Sonhos, para começar, falemos de Kurosawa, amado por muitos e amado por muitos outros!

Nascido em 23 de março de 1910 em Tóquio, desde jovem foi apaixonado por arte, tentando, em vão, entrar numa escola de pintura quando tinha dezoito anos, sendo recusado. Todavia, como todo bom japonês, seguiu em frente. A partir de 1936, foi diretor assistente por alguns anos até, em 1943, dirigir seu primeiro filme, Sugata sanshiro. Finalmente, em 1949, fez sucesso com Cão Danado, filmaaaaço que se vale muito de elementos do noir americano para contar a história de um policial em busca de seu revólver perdido.

domingo, 15 de novembro de 2015

Godzilla (Gojira, 1954)

Desta vez, sobre o crème de la creme de cultura pop inútil, ou seja, mais inútil impossível! Sabe Godzilla, aquela série infinita em que um ator fantasiado de lagarto gigante já enfrentou outros atores fantasiados de lagartos gigantes? Aquele filme que todo mundo conhece, mas nunca viu? Aquele que teve um remake lamentável ano passado com o Walter White? Pois então, é dele mesmo que falaremos hoje! Mas do original, de várzea, o Godzilla moleque, dirigido por Ishirô Honda, aquele feito menos de uma década após Hiroshima e Nagasaki, o mesmo cujo pôster eu vi outro dia na Casa da Matriz, boate meia-boca da vida noturna carioca, numa festa tão chata que só serviu mesmo para me inspirar a escrever este post. Sinopse? Um réptil gigante é despertado durante experimentos nucleares no mar japonês e decide sair da água para destruir o Japão inteiro. Sensacional.