domingo, 22 de novembro de 2015

Perfil: Hayao Miyazaki

Pensou que não fosse mais ter perfil também? Então, toma aí! Nascido dia 5 de janeiro de 1941, em Tóquio, o barbudo (que não era barbudo na época) chegou a viver os terrores da Guerra, o que muito influenciou suas animações posteriormente. Após estudar Economia, resolveu tentar a vida no estúdio Tohei Animation, até hoje o maior do mundo quando se fala de animês. Foi onde conheceu o MAGO Takahata, responsável, no fim das contas, por ter “descoberto” o Miyazaki. Mas isso eu falo daqui a pouco.







Porque lá dentro, fez uma cambada de coisa inútil, subindo de posição, subindo, voando, voar, voar, subir, subir, até... Sair da Tohei junto de Takahata, passeando por vários estúdios, colhendo experiência, viajando pelo mundo na busca dos 151 Pokémons (ok, essa parte é mentira) e dirigindo meia dúzia de desenhos para a TV, sobretudo episódios de Lupin III, que mais tarde desembocarão no primeiro filme dirigido por ele, Lupin III: o castelo de O Cagliostro

Foi nessa época que escreveu o mangá FODA Nausicaä do vale do vento, que mais tarde adaptou para um longa-metragem, ainda fora do Estúdio Ghibli, e que gerou grana suficiente para ele fundar... O Estúdio Ghibli! Junto com seu parça Takahata, isso rolou em 1985, mesmo ano do Rock in Rio, e ele deu um show melhor que o do Queen (hoje não estou inspirado) e a partir daí explodiu mais que a bomba de Hiroshima (ok, pegou mal, desculpa, juro que parei)!

Eu poderia chegar aqui e falar que Miyazaki é o Disney japonês, mandar um abraço e ir embora. Apesar disso, achei importante listar aqui as diferenças entre eles. Pois bem. Miyazaki é bom. Disney é ruim. Basicamente, é isso. E vou parar por aqui, sem argumentos mesmo, para deixar você boladinho sem razão alguma. Pô, gente, fala sério, se Disney era um empresário picareta que enganou a Mary Poppins, Miyazaki é esse senhorzinho simpático que faz filmes por amor! Como não amá-lo de volta?


A obra de Miyazaki é mais japonesa impossível, com todos os seus paradoxos: visceral, sensível, holística, realista, patriota e humanista, tudo misturado a experiências íntimas, como a guerra, o amor por aviões ou coisas do cotidiano. Ainda que sempre deixe espaços para interpretações nas histórias que narra, traz mensagens que acolhem os sentimentos de todas as crianças do mundo, buscando inspirá-las na medida do possível. Já anunciou aposentadoria umas vinte vezes, mas parece que, dessa vez vai. Por quê, Miyazaki???? POR QUÊ????

FONTE: http://www.nausicaa.net/miyazaki/miyazaki/; http://site.studioghibli.com.br/

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